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Origens

marvaoMuito se tem escrito sobre a origem de Marvão. Textos científicos e textos mais ou menos fantasiosos foram e continuam a ser publicados. De cada pena, poderemos dizer, tem saído uma sentença. A maioria dos seus autores socorre-se da Filologia e da História. Pouca ou quase nenhuma importância tem sido dada à Arqueologia.
Provavelmente a resposta a tantas dúvidas que continuamente se colocam só poderá ser encontrada com a ajuda da picareta e da pá do arqueólogo. Mas como todos sabemos nunca foi desenvolvida qualquer intervenção arqueológica no espaço urbano de Marvão. Provavelmente, duas das várias razões que terão desmotivado os arqueólogos a encetarem qualquer projecto de investigação, parecem prender-se com a previsível fraca potência dos solos na zona interna do castelo e com profundas remodelações efectuadas nos anos quarenta do século XX.
Na verdade, as formações quartzíticas ocorrem em praticamente todo o perímetro acastelado e as zonas com maior potência de terra estão cobertas por uma espessa camada de entulhos provenientes das obras efectuadas no âmbito das comemorações dos oitocentos anos da nacionalidade. Perante esta situação, para qualquer intervenção de carácter arqueológico ser bem sucedida obrigará a prolongados trabalhos, raramente compatíveis com os recursos geralmente disponíveis.
Existem, contudo, pequenos recantos, especialmente na Praça d’Armas que poderão, depois de ultrapassados os estratos de entulhos, fornecer elementos que ajudem a clarificar as fases mais recuadas de ocupação humana do cerro de Marvão.
Parece ser a área envolvente da cisterna pequena, aquela que, tanto pela documentação escrita, como pela lógica de ocupação humana da Serra de S. Mamede, parece ter sido a que primeiro foi humanizada.
Reconhece-se hoje como seguro que a mais antiga referência escrita que se conhece relacionada com Marvão é a crónica de Isa Ibn Áhmad ar-Rázi, datável do século X, onde se lê: … o Monte de Amaia, conhecido hoje por Amaia de Ibn Maruán é um monte alto e inexpugnável, a lesta da cidade de Amaia-das-Ruínas, situada sobre o Rio Sever. (Sidarus, 1991).
Como nos diz Adel Sidarus, nesse mesmo texto, provavelmente baseado em crónicas dos finais do século IX sobre as actividades bélicas de Ibn Maruán, refere-se uma Fortaleza de Ammaia-o-Monte. Esta fortaleza de que fala a referida crónica poderia ser conotada com a torre árabe que se levanta sobre um dos torreões defensivos da porta Nascente da cidade de Ammaia, contudo, nem as ruínas de Ammaia estão implantadas num monte, nem esta torre ofereceria a capacidade defensiva que Ibn Maruán procurava.
O ambiente de conflitualidade gerado pelas manifestações autonómicas do muladi Ibn Maruán, obrigá-lo-iam a procurar refúgios com capacidades defensivas que o vale da Ammaia não oferece.
Parece assim claro que o monte sobranceiro ao Sever, nas imediações da Amaia-das-Ruínas, é o que hoje sustenta a Vila de Marvão e que recebeu o nome daquele que aí mandou construir uma fortaleza nos finais do século IX. Pelo menos nessa data, e baseados, unicamente, na documentação escrita poder-se-á afirmar que no cerro de Marvão foram levantadas estruturas defensivas.
Contudo, se atendermos à estratégia de ocupação humana na Serra de S. Mamede, verificamos que os cerros mais notáveis envolventes do maciço central e com largo domínio visual sobre os patamares envolventes, entre os quais se inscreve a actual vila de Marvão, todos possuem vestígios de ocupação atribuíveis à Idade do Ferro.
Embora não tenha ainda sido detectado qualquer testemunho arqueológico no cerro de Marvão relacionado com a Proto-História, não excluímos a hipótese de, no local de cota mais elevada, se ter erguido, anteriormente à fortificação de Ibn Maruán, algum habitat pré-romano, que terá sobrevivido até à romanização. Ainda que durante o domínio romano os vales férteis da Serra de S. Mamede fossem preferencialmente procurados e nos solos argilosos de Aramenha se tivesse fundado a Cidade de Ammaia, sem grandes preocupações defensivas, em períodos de maior instabilidade, as guarnições romanas procurariam, pelo menos, criar alguns pontos de atalaia para protecção da sua civitas.
O cerro de Marvão configurava-se, nestas condições, no local ideal para implantação de alguma estrutura militar. Se nenhuma estrutura de tradição defensiva pré-existente ao tempo de Ibn Maruán no cerro onde veio a levantar a sua fortaleza, dificilmente se explicaria que, nas imediações, existem outras elevações que lhe garantiriam semelhantes defesas naturais e, ao mesmo tempo, a água necessária à sobrevivência em caso de cerco. A resolução do problema de falta de água no inóspito afloramento quartzítico poderá ter sido solucionado pelas gentes de Ibn Maruán com a construção de alguma cisterna que recolhesse e conservasse a água da chuva.
A pequena cisterna situada no interior do principal reduto defensivo de Marvão, junto à atual torre de menagem, poderá remontar as suas origens ao século IX, embora apresente claros sinais de trabalhos de reconfiguração na Baixa Idade Média. Justifica-se, mais uma vez, a necessidade de se projetarem trabalhos arqueológicos na cota mais elevada de Marvão, por forma a que possamos esclarecer estes e outros enigmas históricos que têm possibilitado várias e por vezes belas páginas de romance histórico.
Recuar para além da Idade do Ferro a ocupação humana na atual Vila de Marvão parece-nos ser muito difícil de conceber. As comunidades neolíticas, calcolíticas e mesmo da Idade do Bronze preferiram outro tipo de paisagens, em cotas menos elevadas e mais próximas tanto das linhas de água como das terras e pastagens que exploravam.
Na área Norte da Serra de S. Mamede os estabelecimentos pré-históricos só têm vindo a ser identificados em cotas abaixo dos seiscentos e cinquenta metros, nas imediações de solos leves e bem drenados por cursos de água. As condições naturais do cerro de Marvão não se prefigurariam, assim, de grande interesse estratégico par os que, ainda havia pouco tempo, tinham ensaiado os primeiros passos na sedentarização.


Jorge de Oliveira

 

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